sexta-feira, 21 de junho de 2024

PERDA AUDITIVA

 Perda auditiva causada por perfuração de tímpano




Um tímpano rompido - ou perfuração da membrana timpânica, como é medicamente conhecido - é um orifício ou rasgo no tecido fino que separa o canal auditivo do ouvido médio (tímpano). Um tímpano rompido pode resultar em perda auditiva. Um tímpano rompido também pode tornar o ouvido médio vulnerável a infecções ou lesões, o que também causa perda auditiva. Um tímpano rompido geralmente cura dentro de algumas semanas sem tratamento. Às vezes, no entanto, um tímpano rompido requer um procedimento ou reparo cirúrgico para cicatrizar. Sinais e sintomas de um tímpano rompido podem incluir:


  • Dor de ouvido que pode diminuir rapidamente.

  • Drenagem clara, cheia de pus ou sangrenta do ouvido.

  • Perda de audição.

  • Zumbido.

  • Sensação de vertigem.

  • Náusea ou vômito que pode resultar de vertigem.


Perda auditiva transitória




Às vezes, a perda auditiva é apenas temporária, muitas das razões pelas quais esse tipo de perda auditiva ocorre são devido a situações que podem ser rapidamente corrigidas. O que causa perda auditiva temporária: exposição ao ruído alto, infecções de ouvido podem causar perda auditiva temporária em crianças e adultos, som alto, etc.


Para funcionários que trabalham em locais de trabalho de alto nível de ruído ou para aqueles que gostam de passatempos ruidosos, proteger os ouvidos deve ser de suma importância. Mesmo pequenas quantidades de tempo gastas nesses tipos de ambientes podem levar à perda auditiva temporária.


Se a exposição ao ruído for pouco frequente, a audição pode recuperar. Mas, a exposição crônica ao ruído alto o suficiente para causar zumbido nos ouvidos pode levar à perda auditiva induzida por ruído permanente (PAIR). O mesmo vale para aquelas pessoas que ouvem seus fones de ouvido muito alto ou frequentemente assistem a concertos barulhentos.O zumbido nos ouvidos, geralmente resulta da alta exposição ao ruído.


Embora a produção de cera de ouvido seja um processo normal do corpo que protege o canal auditivo, há momentos em que a cera se torna impactada ou presa no canal auditivo. Esse bloqueio pode causar perda súbita da audição em uma ou ambas as orelhas, dificultando a capacidade das ondas sonoras de viajar através do canal auditivo até o tímpano. Quando o tímpano é incapaz de funcionar adequadamente, a audição pode ser afetada negativamente.


quinta-feira, 20 de junho de 2024

PROLIBRAS

 O que é Prolibras?

Criado pelo Ministério da Educação, o Prolibras é um programa nacional que realiza exames para obtenção de dois tipos de certificados. “Certificado de Proficiência no Uso e Ensino da Libras” e “Certificado de Proficiência em Tradução e Interpretação da Libras/Língua Portuguesa”. A certificação do Prolibras pode ser considerada um título que prova a competência e proficiência para o ensino ou interpretação e tradução da Libras.


Resumo Histórico do Prolibras


  • Em 2002 a Libras foi reconhecida como meio legal de comunicação e expressão, através da Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002;

  • Até então as profissões de intérprete e professor de Libras não eram regulamentadas ou reconhecidas pela lei;

  • Em 2005 o governo sancionou o Decreto 5.626, de 22 de dezembro de 2005, que dentre outros assuntos, regulamenta as profissões de intérprete e professor de Libras;

  • Nesta época não havia intérpretes suficientes para atender a demanda (em escolas por exemplo), e não era conhecido o nível dos que já trabalhavam como intérpretes ou professores de Libras;

  • Também não havia pessoas com graduação em nível superior de Letras-Libras. A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a pioneira em curso superior de Letras/Libras, ainda estava preparando este curso;

  • Então, por conta da necessidade de profissionais qualificados no mercado, enquanto não houvesse número de pessoas suficientes com formação superior em Libras, se percebeu a necessidade de criar um exame de proficiência de língua e certificação. Nasceu então o Prolibras;

  • O Prolibras foi criado com o intuito de promover a acessibilidade da comunidade surda em relação à Libras, com assistência de profissionais qualificados e aptos a prestar seus serviços;

  • O Prolibras foi estabelecido pela Portaria Normativa MEC nº 29, de 20 de julho de 2007 e Portaria Normativa MEC nº 20, de 08 de agosto de 2010, para ser realizado em parceria entre o Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP);

  • A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) foi a primeira instituição pública de ensino superior a ser credenciada pelo Inep para realizar o Prolibras;

  • A prova do Prolibras era realizada em duas etapas: a primeira, composta de uma prova objetiva, de caráter eliminatório, comum a todos os participantes; e a segunda, composta de uma prova prática, também eliminatória, específica para cada modalidade de certificação de proficiência;


O Prolibras acabou?


    Como cita o Art. 20. do Decreto 5.626, de 22 de dezembro de 2005: “Nos próximos dez anos, a partir da publicação deste Decreto, o Ministério da Educação ou instituições de ensino superior por ele credenciadas para essa finalidade promoverão, anualmente, exame nacional de proficiência em tradução e interpretação de Libras - Língua Portuguesa”.


    Tal medida também é citada no Art. 1. da Portaria Normativa MEC 20/2010: “Os exames do Prolibras serão realizados, anualmente, nos Estados e no Distrito Federal, até 2015”.


    Este período de dez anos, contados a partir de 22 de dezembro de 2005, foi necessário para que houvesse tempo para o funcionamento e popularização de cursos de graduação ou pós-graduação em Letras-Libras e, consequentemente, a formação de intérpretes e professores qualificados com nível de ensino superior.


    O período definido por lei para realização do Prolibras (2005-2015) já acabou, portanto, não haverá mais Prolibras.


    Segundo nota de esclarecimento da Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos (Feneis), publicada em 10 de agosto de 2017, “o Ministério da Educação volta a discutir a necessidade de lançar uma nova edição, a fim de subsidiar algumas ações emergentes que se encontram em algumas regiões no Brasil. Contudo, essas discussões são preliminares e não temos informações detalhadas a respeito”.


    Resumindo: não haverá mais o exame do Prolibras como era realizado anteriormente. O que está ocorrendo são discussões de reavaliação dos procedimentos pelo MEC/INEP, ainda sem informações detalhadas a respeito. Atualizaremos esta página quando aparecer alguma novidade a respeito deste assunto.


Referências:


FENEIS. Nota de Esclarecimento: Prolibras. Disponível em:<https://blog.feneis.org.br/nota-de- esclarecimento-prolibras/>. Acesso em: 27 Dez. 2019.


BLOG TERTÚLIAS LIBRAS. Prolibras 2016? Terá?. Disponível em: <http://tertuliasdelibras.blogspot.com/2016/09/prolibras-2016-tera.html>. Acesso em: 27

Dez. 2019.


BRASIL. Portaria Normativa MEC nº 29, de 20 de Julho de 2007. Realização do Programa Nacional para a Certificação de Proficiência em Libras e para a Certificação de Proficiência em Tradução e Interpretação de Libras-Língua Portuguesa-Prolibras.. Disponível em: <https://www.semesp.org.br/legislacao/migrado2600/>. Acesso em: 27 Dez. 2019.


MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, MARIA PEREIRA FILHA. Proficiência em Libras terá exames até 2016. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/ultimas-noticias/205-1349433645/8659-sp- 287529024>. Acesso em: 27 Dez. 2019.



quarta-feira, 19 de junho de 2024

SINTAXE DE LIBRAS

 O que é sintaxe?


  • Sintaxe é o estudo da estrutura interna da frase.

  • Diferente da língua portuguesa, a sintaxe da LIBRAS é estudada a partir da organização dos sinais no espaço.


Tipos de frases na LIBRAS


Na LIBRAS podemos construir quatro tipos de sentenças:


Negativas;

Afirmativas;

Interrogativas;

Exclamativa.




A diferença entre as sentenças na LIBRAS só é percebida pela utilização de expressões não-manuais.


Forma Afirmativa (expressão facial neutra)


  • EU CASAD@



Forma Interrogativa (Sobrancelhas franzidas e um ligeiro movimento da cabeça inclinando-se para cima)


  • VOCÊ CASAD@?



Forma Exclamativa (sobrancelhas levantadas e um ligeiro movimento da cabeça inclinando-se para cima e para baixo)


  • CAMISETA BONIT@



Forma Negativa


Na negação o elemento negativo aparece no final da frase.



Panorama da ordem das palavras

A ordem das palavras é o conceito básico relacionado à estrutura da sentença de uma língua. A ideia de que as línguas podem apresentar diferentes ordens básicas teve um papel significativo na análise linguística. Por exemplo, Greenberg (1966) observou que das seis combinações possíveis de sujeito (S), de objeto (O) e de verbo (V), determinadas ordens de palavras são muito mais comuns do que outras. As línguas frequentemente permitem diversas ordens, mas Greenberg observou que mesmo que essa variação exista, geralmente cada língua tem uma única ordem de palavras dominante. De acordo com ele, a ordem dominante pode ser SOV, SVO ou VSO. Ele observou que a ordenação dos elementos tende a ser consistente, isto é, uma língua VO terá o objeto após a preposição, enquanto uma língua OV terá a ordem

oposta, objeto e então preposição.

    Essas generalizações foram formalizadas no desenvolvimento da teoria X-barra (Jackendoff, 1977; Chomsky, 1981). Em termos da teoria X-barra, “o sistema da estrutura da sentença para uma língua particular é amplamente restringido à especificação dos parâmetros que determinam a ordenação núcleo-complemento, núcleo-adjunto e especificador-núcleo” (Chomsky e Lasnik, publicados primeiramente em 1993, e posteriormente em 1995:53). O núcleo pode ocupar uma posição final, como em línguas tais como o alemão, ou uma posição inicial, como nas línguas tais como o português. Esse é o ‘parâmetro do núcleo’, isto é, línguas são tanto de núcleo inicial como de núcleo final.

    Além do termo ordem ‘básica’ das palavras, os termos ordem ‘canônica’ e ordem ‘subjacente’ das palavras são também usados para descrever a ordem em diferentes línguas. Dos estudos tipológicos aos estudos formais, nós vemos uma distinção entre ordem ‘básica’ ou ‘canônica’ e ordem ‘subjacente’ das palavras. A primeira é relacionada à ordem das palavras de superfície em uma língua. Como mencionado antes, Greenberg observou que algumas ordens de palavra parecem ser dominantes nas línguas do mundo e é, por esta razão, que são chamadas ‘básicas’ ou canônicas’. Em toda a língua particular, a decisão para rotular uma ordem particular como dominante é baseada na ordem de palavras de orações simples não-marcadas.

    Por outro lado, a ordem ‘subjacente’ é aquela que é gerada na estrutura profunda da sentença. A ‘estrutura profunda’ é a estrutura nua no sentido de Chomsky (1965), isto é, a estrutura antes que todas as transformações lhe sejam aplicadas. A 15 estrutura profunda não corresponde obrigatoriamente à forma do que é pronunciado (isto é, a estrutura de superfície). Com o desenvolvimento da teoria X-barra (Chomsky,1981), a estrutura profunda (D-structure) transformou-se em um nível abstrato da sintaxe que relaciona o sistema computacional e o léxico; assim, é uma ‘interface interna’. A variação na ordem das palavras será expressa pelo componente fonológico, em que os elementos na estrutura são pronunciados. Nesse nível do sistema computacional da língua, nós observamos o resultado das transformações em diferentes derivações. Isso nos dá as possíveis ordens de palavras permitidas pela língua. A ordem de palavras ‘subjacente’, nesse sentido, é relacionada ao parâmetro mencionado antes, o parâmetro do núcleo. A(s) ordem(ns) ‘subjacente(s)’ é (são) aquelas a que as operações se aplicarão. Por exemplo, a ordem de palavras subjacente’ de uma sentença topicalizada será uma em que não há nenhuma topicalização. Veja as glosas abaixo com exemplos:


Ordem subjacente em LIBRAS de uma estrutura com tópico

JOÃO COMPROU CARRO


Ordem derivada

<CARRO>top JOÃO COMPROU


        A variação na ordem de palavras é tanto o resultado das diferentes derivações que estão sendo permitidas por línguas diferentes, como de diferentes ajustes do parâmetro do núcleo.

       A finalidade desta seção é analisar a ordem de palavras subjacente na língua de sinais brasileira como uma parte de sua estrutura da sentença. É importante saber o que a ordem subjacente é capaz de analisar mudanças da ordem de palavras dessa língua (as mudanças que serão analisadas nas seções seguintes dessa disciplina). A variação na ordem de palavras é determinada por operações sintáticas que são motivadas por relações semânticas e fonológicas, isto é, os componentes PF (interface fonológica) e LF (interface semântica).

      Nós veremos que a língua brasileira de sinais mostra flexibilidade na ordem das palavras. Consequentemente, determinar a ordem básica dessa língua não é assim trivial.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


JACKENDOFF, R. (1977) X Sintax: A Study of Phrase Structure. The MIT Press, cambridge. Massachusetts and London.


CHOMSKY, N. (1965) Aspects of the Theory of Syntax. MIT Press. Cambridge, Massachusetts.


CHOMSKY, N. (1981) Lectures on Government and Binding. The Pisa Lectures. Foris Publications. Dordrecht.


CHOMSKY, N.; LASNIK, H. Principles and Parameters Theory. In: GRUYTER, Walter de (ed.). Syntax: An International Handbook of Contemporary Research. Berlin, 1993.


QUADROS, R. M. de &amp; KARNOPP, L. Língua de sinais brasileira: estudos lingüísticos. ArtMed: Porto Alegre, 2004.


terça-feira, 18 de junho de 2024

ESTRUTURA GRAMATICAL

QUAL É A ESTRUTURA GRAMATICAL DE LIBRAS?


    A Libras tem uma estrutura linguística própria, com verbos, advérbios, pronomes, quantificadores, intensificadores, entre outros. Ela tem uma gramática com regras próprias que não seguem as mesmas regras da língua portuguesa. Um exemplo disso é que em Libras não utilizamos conectivos e nem conjunções.




segunda-feira, 17 de junho de 2024

ASSOCIAÇÕES DE SURDOS

 O que é associações de surdos?


Associações de surdos são organizações formadas por indivíduos surdos e seus apoiadores, cujo principal objetivo é promover os interesses, direitos e bem-estar da comunidade surda. Essas associações desempenham diversos papéis importantes, que podem incluir:


Defesa de Direitos: Elas trabalham para garantir que os direitos dos surdos sejam respeitados e protegidos em áreas como educação, emprego, acesso a serviços de saúde e participação na sociedade em geral.


Promoção da Cultura Surda: As associações de surdos muitas vezes promovem a língua de sinais e a cultura surda, ajudando a preservar e fortalecer a identidade cultural surda.


Fornecimento de Recursos: Elas podem oferecer uma variedade de recursos e serviços para a comunidade surda, como aulas de língua de sinais, programas de apoio emocional, assistência na busca de emprego e acesso a tecnologias de assistência.


Organização de Eventos e Atividades: Essas associações frequentemente organizam eventos, conferências, workshops e atividades sociais para promover a comunicação, a integração e o empoderamento dos surdos.


Educação e Conscientização: Elas trabalham para aumentar a conscientização sobre questões relacionadas à surdez e à comunidade surda, tanto entre os surdos quanto entre a população em geral.


Em resumo, as associações de surdos desempenham um papel vital na defesa dos direitos, na promoção da cultura e na prestação de apoio à comunidade surda, ajudando a garantir que os surdos tenham acesso equitativo a oportunidades e recursos.

sexta-feira, 14 de junho de 2024

SURDO OU DEFICIENTE AUDITIVO

 É certo falar surdo ou deficiente auditivo?


A terminologia correta e preferida pode variar dependendo do contexto e das preferências individuais da comunidade. No entanto, aqui estão algumas orientações gerais:


Surdo

Comunidade Surda: Muitas pessoas que se identificam como membros da comunidade surda preferem o termo "surdo". Este termo é associado com uma identidade cultural e linguística, valorizando a língua de sinais (como Libras no Brasil) e a cultura surda.

Identidade Positiva: O termo "surdo" é visto de maneira positiva dentro da comunidade surda e é um reconhecimento de uma identidade distinta e rica.

Deficiente Auditivo

Termo Médico: "Deficiente auditivo" é um termo mais técnico e médico que se refere à perda parcial ou total da audição. É frequentemente usado em contextos clínicos e burocráticos.

Preferências Individuais: Algumas pessoas com perda auditiva podem preferir ser chamadas de "deficientes auditivos", especialmente se não se identificarem com a cultura surda e não utilizarem a língua de sinais.

Recomendações

Pergunte e Respeite: A melhor prática é perguntar à pessoa qual termo ela prefere e respeitar essa escolha. A terminologia pode ser pessoal e variar significativamente.

Contexto: Considere o contexto. Em ambientes educacionais e culturais, "surdo" pode ser mais apropriado, enquanto em contextos médicos e legais, "deficiente auditivo" pode ser mais comum.

Conclusão

O termo "surdo" é geralmente preferido e valorizado dentro da comunidade surda por seu reconhecimento da identidade cultural e linguística. No entanto, é importante respeitar as preferências individuais e usar a terminologia que a pessoa considera adequada para si.


quinta-feira, 13 de junho de 2024

INCLUSÃO EDUCACIONAL DO SURDO

 Como se deu o processo de inclusão educacional do surdo?


O processo de inclusão educacional das pessoas surdas no Brasil é marcado por diversas fases e legislações importantes. Aqui está um resumo do desenvolvimento desse processo:


1. Início da Educação para Surdos no Brasil

1857: Fundação do Instituto Imperial de Surdos-Mudos, atual Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES), no Rio de Janeiro. Este foi o primeiro passo para a educação formal dos surdos no Brasil, utilizando a língua de sinais francesa como base.

Século XIX e Início do Século XX: Predomínio do método oralista, que enfatizava a leitura labial e a fala, muitas vezes em detrimento da língua de sinais.

2. Reconhecimento e Valorização da Língua de Sinais

1988: A nova Constituição Federal do Brasil reconheceu a educação como um direito de todos e a igualdade de condições para o acesso e permanência na escola.

1990: Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) reforçou o direito à educação e à inclusão das crianças e adolescentes com deficiência.

3. Legislação e Políticas Públicas

Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) - 1996: Estabeleceu o atendimento educacional especializado para estudantes com deficiência, incluindo surdos, preferencialmente na rede regular de ensino.

Lei nº 10.436/2002: Reconheceu a Libras como meio legal de comunicação e expressão da comunidade surda no Brasil. Essa lei foi um marco na valorização da língua de sinais e na promoção da inclusão educacional.

Decreto nº 5.626/2005: Regulamentou a Lei nº 10.436/2002, determinando a obrigatoriedade do ensino de Libras nos cursos de formação de professores e de fonoaudiologia, e a inclusão de intérpretes de Libras nas escolas e universidades.

4. Desenvolvimento de Programas e Ações de Inclusão

Salas de Recursos Multifuncionais: Implantação de salas equipadas com materiais e recursos pedagógicos para apoiar a inclusão de estudantes com deficiência nas escolas regulares.

Formação de Professores: Capacitação de professores para trabalhar com alunos surdos, incluindo cursos de Libras e estratégias pedagógicas específicas.

Intérpretes de Libras: Presença de intérpretes de Libras em salas de aula e eventos escolares para facilitar a comunicação entre alunos surdos e ouvintes.

5. Avanços e Desafios Atuais

Inclusão Efetiva: A inclusão de alunos surdos nas escolas regulares é uma realidade, mas ainda enfrenta desafios como a falta de professores capacitados, a ausência de intérpretes em número suficiente, e a necessidade de materiais didáticos acessíveis.

Educação Bilíngue: Crescente reconhecimento da importância da educação bilíngue, onde Libras é a primeira língua e o português escrito é a segunda língua dos alunos surdos.

Conclusão

O processo de inclusão educacional das pessoas surdas no Brasil tem avançado significativamente, com importantes marcos legais e políticas públicas que valorizam a Libras e promovem a inclusão. No entanto, há desafios contínuos que precisam ser enfrentados para garantir uma educação verdadeiramente inclusiva e de qualidade para todos os alunos surdos.

 

INTERNALIZAÇÃO DO PENSAMENTO POR IMAGENS

  Internalização do Pensamento por Imagens e Conceitos Espaciais para surdos? Esta é uma pergunta brilhante, pois corta o viés "fonoc...