O Clube dos Surdos Que Ouvem é um hub de conteúdo que conecta
pessoas com perda auditiva para que elas saiam do armário da surdez,
usem seus aparelhos auditivos, aprendam sobre seus direitos (e deveres!) como
PCDs, percam o medo do implante coclear, se conectem com outras famílias com
bebês-crianças com surdez, consigam indicações de confiança dos melhores
otorrinos e fonos experts em surdez no Brasil e busquem reabilitação auditiva
para ter qualidade de vida e ouvir cada vez mais e melhor.
Sócios do Clube, além dos conteúdos exclusivos escritos por
Paula Pfeifer, também acessam um GRUPO com 21.000 membros no
Facebook onde tudo acontece - são milhares de posts, perguntas,
respostas e experiências compartilhadas em tempo real há dez anos dentro deste
santuário.
Além disso, na opção "Apoio Amigo", temos um GRUPO de
Whatsapp para você bater papo com outros membros. Na opção "Apoio
Plus" temos também um GRUPO de Whatsapp exclusivo para mães e pais
de bebês e crianças com perda auditiva. No "Apoio Power",
você tem acesso a tudo isso e também às aulas "Não
erre na compra do seu aparelho auditivo"
ATENÇÃO: o acesso aos nossos GRUPOS é EXCLUSIVO para pessoas com
perda auditiva e pais/cônjuges de pessoas com deficiência auditiva (desde
que NÃO sejam profissionais de saúde ou funcionários da indústria da audição).
O FOCO da nossa comunidade é REABILITAÇÃO AUDITIVA (aparelho
auditivo, implante coclear e cirurgias da audição).
As Surdolimpíadas são o equivalente olímpico para atletas
surdos e deficientes auditivos. Elas são organizadas pelo Comitê Internacional
de Esportes para Surdos (ICSD). Um ponto crucial que as diferencia é que elas
são geridas por e para surdos, assegurando que a cultura e as necessidades da
comunidade surda estejam no centro do evento.
Como
Funcionam: As Principais Características
1. Elegibilidade: Quem Pode
Participar?
A regra de elegibilidade é clara e rigorosa:
O atleta deve ter uma perda auditiva de pelo menos 55
decibéis no melhor ouvido.
Aparelhos auditivos, implantes cocleares ou qualquer outro
dispositivo de amplificação de som não são permitidos durante a competição.
Isso garante uma condição de jogo equitativa para todos os participantes, baseando-se
no mesmo nível de perda auditiva funcional.
2. Sistema de Competição: Sem o
Som
A maior diferença visível em relação às Olimpíadas é a
ausência de estímulos sonoros para iniciar, parar ou comandar as provas. Para
substituí-los, utilizam-se:
Sinais
Visuais:São
a base das Surdolimpíadas.
Luzes:
No atletismo e na natação, um sistema de luzes (e não um tiro de partida) é
usado para dar a largada.
Bandeiras:
Em esportes como futebol, basquete e vôlei, os árbitros usam
bandeiras coloridas para assinalar faltas, infrações, substituições e gols. Um
apito é inútil, então o árbitro balança a bandeira vigorosamente para chamar a
atenção.
Sinais
Manuais:Juízes
e comissários usam gestos manuais específicos para se comunicar com os atletas.
3. Cultura e Comunicação: O
Coração do Evento
Este é talvez o aspecto mais importante. As Surdolimpíadas
são mais do que uma competição esportiva; são um encontro cultural da
comunidade surda global.
Línguas
de Sinais:O
local do evento se transforma em um espaço multilíngue de línguas de sinais. A
Língua de Sinais Internacional (Gestuno) e as línguas de sinais locais (como a
Libras, no Brasil) são amplamente utilizadas.
Acessibilidade
Total: Todas as cerimônias, briefings, anúncios e informações são
apresentados visualmente e em língua de sinais. Não há barreiras de comunicação
para os atletas e espectadores surdos.
"SurdOlympics":O nome oficial em inglês é
uma junção de "Deaf" (Surdo) e "Olympics" (Olímpiadas), mas
a comunidade muitas vezes prefere o termo "Deaflympics" para
enfatizar que é um evento dos surdos, para os surdos.
Estrutura e Organização
Frequência: Assimcomo
as Olimpíadas, ocorrem a cada quatro anos.
Edições
de Verão e Inverno:Existem os Jogos de Verão (com esportes como atletismo, natação,
futebol, vôlei, basquete, tênis) e os Jogos de Inverno (com esportes como esqui
alpino, snowboard e hóquei no gelo). Elas são realizadas em anos alternados.
Processo
de Seleção:O
país-sede é escolhido pelo ICSD, semelhante ao processo do COI. A cidade-sede é
responsável por fornecer a infraestrutura e acessibilidade necessárias.
Países
Participantes:Atletas
de mais de 100 países participam do evento, representando seus Comitês
Olímpicos Nacionais ou Federações de Surdos.
Comparação com Outros Eventos
É comum confundir as Surdolimpíadas com outros eventos, mas
elas são totalmente independentes e únicas:
Característica
Surdolimpíadas
(Deaflympics)
Jogos
Paralímpicos
Organização
Comitê
Internacional de Esportes para Surdos (ICSD)
Comitê
Paralímpico Internacional (IPC)
Elegibilidade
Perda
auditiva ≥ 55 dB
Diversas
deficiências (físicas, visuais, intelectuais)
Uso de
Tecnologia
Não pode usar
aparelhos/implantes durante a prova
Pode usar
próteses, cadeiras de rodas, etc.
Foco
Principal
Competição
esportiva e identidade cultural surda
Competição
esportiva baseada na classificação da deficiência
Sistema de
Partida
Luzes e
sinais visuais
Sons, luzes
ou assistentes (dependendo da classe)
Resumo
Em resumo, as Surdolimpíadas funcionam através de um sistema
de competição adaptado visualmente, que elimina a dependência do som para
garantir fair play. Elas são um poderoso exemplo de inclusão, autodeterminação
e celebração da cultura surda, reunindo atletas de elite de todo o mundo em um
ambiente onde a comunicação visual é a prioridade máxima.
Sim, exatamente! "Chinese lingua de sinais" se
refere à Língua de Sinais Chinesa (em inglês, Chinese Sign Language - CSL).
Aqui está um resumo em português para esclarecer os pontos
mais importantes:
1. Não é Uma Língua Única, mas uma Família
Assim como o português tem variedades (como a do Brasil e de
Portugal), a CSL não é uma língua única e uniforme. Ela é uma família de línguas,
com a seguinte divisão principal:
Língua de Sinais Chinesa Natural (中国手语 - Zhōngguó Shǒuyǔ): Esta é a língua natural e
própria da comunidade Surda da China. Ela se desenvolveu organicamente, tem sua
própria gramática (diferente da estrutura do chinês falado) e possui variações
regionais (dialetos). Os sinais de Xangai, Pequim e Cantão, por exemplo, podem
ser bem diferentes.
Chinês Sinalizado (手势汉语
- Shǒushì Hànyǔ): Esta NÃO é uma língua natural. É um sistema criado para
representar o chinês falado palavra por palavra, seguindo a ordem gramatical do
mandarim. É muito usado em contextos educacionais e formais.
2. Um Detalhe Muito Importante: Soletração de Ideogramas
Como a escrita chinesa usa ideogramas (caracteres) e não um
alfabeto, a soletração na CSL é feita de um jeito diferente.
É usado um alfabeto manual para soletrar o Pinyin (o sistema
de romanização do chinês).
Exemplo: Para soletrar o caractere "好"
(que significa "bom" e tem a pronúncia hǎo em Pinyin), uma pessoa
sinalizaria:
1. A letra H
2. A letra A
3. E um movimento para indicar o tom (o "ǎ" é o
terceiro tom em mandarim).
3. Status e Educação
A CSL é reconhecida oficialmente pela Federação Chinesa de
Pessoas com Deficiência.
O governo chinês está trabalhando na padronização de uma CSL
nacional, mas as variações regionais ainda são fortes.
Nas escolas, o método mais comum ainda é o "Chinês
Sinalizado", mas há um movimento crescente para adotar a CSL natural como
a primeira língua das crianças Surdas.
4. E a Língua de Sinais de Taiwan?
É crucial saber que a Língua de Sinais de Taiwan (TSL) é uma
língua diferente da CSL. A TSL foi fortemente influenciada pela Língua de
Sinais Japonesa e tem sua própria gramática e vocabulário.
Resumo Rápido
CaracterísticaLíngua
de Sinais Chinesa (CSL)Chinês
Sinalizado
O que é?Língua
NaturalSistema Criado / Código
GramáticaPrópria
(visual-espacial)Igual à do
Chinês Falado
Uso PrincipalComunidade
SurdaEscolas e contextos formais
Espero que isso tenha ajudado a esclarecer! A língua de
sinais chinesa é um campo muito rico e fascinante.
"Deaf Power" (em português, "Poder
Surdo") é um conceito e um movimento social profundamente ligado à Cultura
Surda e à luta pelos Direitos das Pessoas Surdas. É o equivalente, dentro da
comunidade surda, a movimentos como o "Black Power" ou "Orgulho
LGBTQIAP+".
Não se trata de uma simples tradução de palavras, mas de uma
filosofia de empoderamento e autoafirmação.
O Conceito Central
O cerne do "Deaf Power" é a rejeição da visão
clínica e patologizante da surdez, que a enxerga como uma deficiência a ser curada
ou corrigida. Em vez disso, o movimento defende que:
A surdez é uma diferença humana, não uma deficiência.
A comunidade surda é uma minoria linguística e cultural, com
sua própria língua (a Língua de Sinais, como a Libras no Brasil), história,
valores e identidade única.
O "poder" está em abraçar a identidade surda com
orgulho, e não em tentar se "passar" por ouvinte.
Princípios Fundamentais do Deaf Power
Orgulho da Identidade Surda: Valorizar a experiência de ser
surdo e a forma única de ver e interagir com o mundo.
Valorização da Língua de Sinais: A língua de sinais é vista
como o coração da cultura surda. O "Deaf Power" defende seu uso,
preservação e ensino como a língua natural da comunidade.
Autodeterminação: As pessoas surdas devem ser as principais
vozes em decisões que as afetam, seja na educação, na saúde, no trabalho ou na
criação de políticas públicas. O lema da comunidade é "Nada sobre nós, sem
nós".
Luta por Acessibilidade: Exigir o direito à acessibilidade,
principalmente através da Libras (no Brasil) e da legendagem, em todos os
setores da sociedade.
Rejeição do Oralismo Puro: Enquanto respeita as escolhas
individuais, o movimento critica a imposição do oralismo (foco exclusivo na
fala e leitura labial) que nega o valor da língua de sinais e pode causar danos
à autoestima e ao desenvolvimento da criança surda.
O Papel da Língua de Sinais
A língua de sinais é o símbolo mais poderoso do "Deaf
Power". Ela não é vista como um "substituto" do português, mas
como uma língua completa, rica e complexa. Usar a língua de sinais
publicamente, com confiança, é um ato político de afirmação cultural.
Deaf Power x Conceitos Relacionados
"Cura" ou "Implante Coclear": O
"Deaf Power" não é contra a tecnologia que auxilia o indivíduo, mas é
contra a narrativa de que a surdez precisa ser "consertada" para que
a pessoa seja completa. A luta é para que o implante coclear, por exemplo, não
seja feito às custas da língua de sinais, mas como uma possível ferramenta
adicional, sem apagar a identidade surda.
"Person First" (Pessoa com Deficiência) vs
"Identity First" (Pessoa Surda): Enquanto algumas comunidades
preferem a linguagem "pessoa com deficiência" (person first), muitos
na comunidade surda preferem o termo "Pessoa Surda" (identity first),
pois a surdez é uma parte central e orgulhosa de sua identidade, não uma
condição médica separada.
Exemplos Práticos do Deaf Power em Ação:
Protestos e Manifestações: Como os protestos pela
implementação da Lei Brasileira de Inclusão (LBI) e por mais intérpretes de
Libras em espaços públicos.
Arte e Mídia Surda: Produção de peças de teatro, filmes,
poesia e literatura em Libras, feitas por e para surdos.
Educação Bilíngue: A luta por escolas e classes que utilizem
a Libras como a primeira língua e o português escrito como segunda língua.
Uso de hashtags: Como #DeafPower, #OrgulhoSurdo, #Libras,
#SurdosQueOuvemTambémSãoSurdos, para espalhar a mensagem nas redes sociais.
Conclusão
Em resumo, "Deaf Power" é um movimento de
empoderamento, orgulho e resistência. É a afirmação de que "ser surdo é
poder" — é ter uma cultura, uma língua e uma comunidade vibrante. É uma
luta contínua por respeito, igualdade e pelo direito de existir e contribuir
com a sociedade em seus próprios termos.
O Dia Nacional dos Surdos que tem como principal objetivo propor a reflexão e o debate sobre os direitos e a luta pela inclusão das pessoas surdas na sociedade.
26 de setembro é o Dia Nacional do Surdo, data que relembra, a toda a sociedade, a luta da comunidade surda brasileira por direitos e inclusão. O mês, aliás, é chamado de Setembro Azul: um período dedicado à conscientização sobre as conquistas da comunidade surda e o quão urgente e indispensável é a ampliação da acessibilidade.
Mas, por que setembro?
Setembro é um mês de marcos históricos para a comunidade surda, a começar pelo dia 10, celebrado como o Dia Mundial da Língua de Sinais. A data foi escolhida para relembrar o Congresso de Milão ocorrido entre 06 e 11 de setembro de 1880 - a primeira conferência internacional de educadores de surdos –, em que se proibiu o uso de línguas de sinais no mundo. Parece absurdo? Exatamente: no evento, especialistas (a maioria deles, ouvintes) definiram que as línguas gestuais seriam um retrocesso aos surdos e que a leitura labial seria a forma de comunicação adequada à comunidade.
O Dia do Surdo, no Brasil, foi oficializado em 2008, por meio do decreto de lei nº 11.796. O dia 26 de setembro foi escolhido por ser a data da fundação da primeira escola de surdos no país: o Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES). Fundado em 1857, na cidade do Rio de Janeiro, o Instituto segue em atividade e, atualmente, possui cerca de 600 alunos.
Já o Dia Internacional do Surdo ocorre no dia 30 de setembro, bem como o Dia Internacional do Tradutor Intérprete de Línguas de Sinais. A comunidade surda do Câmpus de Gurupi está preparando atividades especialmente para a data: saiba mais na matéria.
Assim, ao longo de todo o Setembro Azul, a comunidade surda do Brasil também se reúne em eventos dedicados ao debate de suas pautas, como a educação dos surdos e a criação de escolas bilíngues, em que o ensino de Libras – a Língua Brasileira de Sinais - também seja ofertado.
E por que azul?
O azul simboliza a resistência da comunidade surda e remete à Segunda Guerra Mundial. No período, todas as pessoas com deficiência – entre essas, os surdos - eram identificadas, pelos nazistas, com uma faixa azul no braço. Essas pessoas, então, eram então encaminhadas à execução.
Em 1999, a fita azul passou a ser usada pela comunidade surda como um símbolo de orgulho e de resistência. A ideia surgiu durante o XIII Congresso Mundial da Federação Mundial de Surdos, sediado na Austrália, em que se realizou a Cerimônia da Fita Azul (Blue Ribbon Ceremony), inaugurando a simbologia do movimento.
As versões em videobook podem ser encontradas com as seguintes
estruturas: apenas intérpretes em Libras ou atores Surdos com teatralização; ou
legenda em português + desenho + intérprete em Libras (podendo, em alguns
casos, a legenda ser removida nas configurações do vídeo), a qual foi a versão
escolhida para análise deste artigo, como mostra a Figura 3.
Por apresentar essa estrutura, muitos acreditam que a Libras é a
representação gestual da língua portuguesa. Porém, é equivocado afirmar que,
quando vemos a versão em vídeobook de Cinderela Surda, com um intérprete a
sinalizar a história e logo abaixo a presença de uma legenda em português, estamos
vendo o intérprete a falar a versão gesticulada do português escrito, ou seja,
é errôneo pensar que ambas são a mesma língua.
Na verdade, falar e escrever são maneiras diferentes de dizer e
expressar-se pela linguagem, como nos lembra Halliday (1989); isto é, a escrita
não incorpora toda a significação contida na fala e, por outro lado, a fala não
apresenta a estruturação e organização de ideias que a escrita proporciona.
Além disso, a fala e a escrita relatam diferentes pontos de vista de um
acontecimento, ou seja, o que é registrado pela escrita permanecerá intacto, diferente
do que é registrado na fala, que pode sofrer diferentes narrativas dos
acontecimentos. Desse modo, há uma grande diferença entre língua e escrita. A
língua está relacionada à oralização (fala), que sofre constantes mudanças
dialetais, diacrônicas, etnográficas juntamente com contrações de palavras,
ocorrendo de maneira coloquial, ou seja, sem quaisquer restrições das normas
gramaticais. Por outro lado, a escrita é o registro grafado da fala seguindo,
na maioria das vezes, regras de gramática, o que nos permite entender o fato de
muitos associarem os sinais como a fala gestual do português brasileiro, e não
como uma outra língua com estrutura e característica distinta.
No videobook, a intérprete, com o uso de unidades de códigos dentro da
língua de sinais, traduz o texto presente na legenda para a Libras. Deve-se
considerar, também, que a expressão facial/corporal faz-se de grande
importância durante esta tradução, visto que ela colabora para que haja uma boa
transmissão do significado de cada sinal. Logo, no que diz respeito a tradução
interlingual em contexto do português para Libras, deve-se considerar
parâmetros fonológicos como configuração da mão, ponto de articulação,
orientação da mão, movimento, expressão não-manuais (facial e corporal) como
parte das unidades de códigos importantes para esta tradução.
Portanto, um dos processos de tradução que se apresenta na obra
Cinderela Surda livro físico e videobook é o de tradução interlingual, sendo
que na versão física a tradução acontece do signwriting para o português, tendo
o objetivo de mostrar a criança Surda que existe um registro, apesar de pouco
conhecido, da língua de sinais. Por outro lado, na versão videobook, a tradução
ocorre da legenda em português para a Libras falada/interpretada pelo
profissional intérprete que é o modo de tradução/ interpretação comumente visto
quando se trata de levar conteúdo para o Surdos, o que cria a percepção
equivocada de que Libras é a versão gestual do português.
Comissão aprova projeto que garante doula e tradutor de Libras em maternidades
Deputado Bruno Farias (Avante-MG)
Proposta segue em análise na Câmara dos Deputados
A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados aprovou proposta que assegura a presença de tradutor e intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras) em maternidades e estabelecimentos de saúde durante o pré-natal, trabalho de parto, parto e pós-parto imediato. O texto também garante a presença de uma doula, além do acompanhante já previsto em lei. A doula é uma profissional treinada para oferecer suporte físico, emocional e informativo a gestantes.
Conforme a proposta, a presença da doula e de intérprete de Libras é garantida quando for permitido pelas condições de segurança assistencial do hospital ou da maternidade.
substitutivo do relator, deputado Bruno Farias (Avante-MG), ao Projeto de Lei 2814/22, de autoria do ex-deputado Alexandre Frota (SP). O texto original apenas garantia a presença de intérprete em partos.
De acordo com Farias, a presença de intérpretes de Libras facilita a comunicação e desempenha um papel na garantia da segurança e bem-estar tanto da mãe quanto do bebê durante o parto. “A falta de comunicação eficaz pode resultar em mal-entendidos significativos e até mesmo em erros médicos, o que pode colocar em risco a saúde e a vida de ambos”, disse.
Farias também defendeu a presença da doula para uma experiência de parto mais “segura e satisfatória”.